Estávamos brincando na sala. Tudo normal, como sempre. Daí surge aquelas brincadeiras idiotas de bater um no outro. E aos socos eu distribui minha raiva. Percebi que em um momento, quis parar para chorar, como se aquele ódio todo fosse uma tela de proteção, para que ninguém visse o quanto dói.. E justamente por isso não parei com os murros. Mas houve uma visível mudança. Eu bati, até não aguentar mais, depois parei um pouco - não plenamente - como quem está exausta. Em seguida comecei ainda mais forte para que ninguém visse a minha fraqueza. Mas não adiantava. Eu a via, e ela via a mim, não havia como negar.
Em 10/06/2013
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